quinta-feira, 2 de novembro de 2017

A Step You Can´t Take Back

Este é o nome de uma música de um filme que tenho dificuldade de guardar o título. Daqui a pouco procurarei na web*. É com o meu amor, Mark Ruffalo. É um filme que vi uma vez por acaso no cinema. Tínhamos ingressos grátis e numa noite qualquer de semana lá fomos nós. Claro que ajudou o diretor ter feito Once na decisão de ver esse filme especificamente. Gostei do filme, da trilha. Aliás, passei a ouvir esta trilha desde então. Fazia algum tempo que não a revisitava, mas hoje aconteceu de novo, de buscá-la no You Tube. Porque eu não me contento em ouvir a música no Spotify, eu preciso ver as cenas novamente.

* O filme é: Mesmo Se Nada Der Certo, uma tradução tosca para Begin Again. 

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Mais do aniversário

E não é que teve festinha dos colegas de estágio? Na sexta-feira, fui chamada para ver uma coisinha na sala vizinha e... tânân!!! De repente aparecem todos cantando parabéns. Foi uma surpresa dessas que deixam o coração quentinho. :) Teve balão, bolo e até presente. Fiquei bem feliz.

Depois fui almoçar com a minha prima preferida do Claudio. Ela é sempre muito divertida. Foi um almoço animado.

Para completar, à noite saí com dois amigos de São Paulo. Estava com saudades. Fazia um tempão que não nos víamos. Foi muito bom. Eles são muito queridos.

No domingo, encerrando as comemorações, teve café da manhã com a família do Claudio.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Primavera, começo de um novo ano de vida

Diferente dos últimos anos, desta vez passei meu aniversário com pessoas que conheci há pouco tempo. Não houve comemoração nos locais dos meus estágios porque não contei a ninguém que era meu aniversário. Entre um estágio e outro, almocei com a Gabi, amiga querida que eu conheço e que me conhece há mais de 20 anos. Foi um presentão!

Eu adoro o dia do meu aniversário, é meu dia preferido no ano. É o dia em que eu comemoro comigo mesma, sem fazer muita diferença se recebo parabéns ou não. Claro que fico feliz com cada mensagem, mas talvez seja o único dia do ano em que eu me basto, em que eu consigo realmente ficar centrada em mim mesma, sem precisar de aprovação/avaliação do resto do mundo. Seria bom se fosse assim no ano inteiro, mas acho que já é um começo.

À noite, escolhi ir com o Claudio em um restaurante na Marina da Glória. Foi um bom jantar, com muita comida.

Relendo posts antigos, de outros aniversários, vejo o quanto estava feliz. Eu não posso reclamar da minha vida, mas não diria que estou tão feliz quanto já fui.

Os planos para este novo ano de vida são muitos. Até o próximo aniversário, possivelmente, a minha vida passará por uma enorme transformação. Eu ainda não sei muito bem como será, mas tenho confiança de que acontecerá o melhor.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Tempo

Há momentos em que a vida parece andar mais rápido do que somos capazes de assimilar. Hoje é quinta-feira. Não foi ontem mesmo que foi a outra quinta-feira, feriado da independência. Como foi que esta semana passou tão rápida? O que eu fiz com este tempo?

Quando o dia do aniversário aproxima-se, parece que pensamentos sobre como estou vivendo tornam-se mais frequentes. 41 anos, 26 seis anos da festa de 15 anos, 23 anos e meio que saí de Esmeralda. Fiquei pensando em como usei todo esse tempo. Bem? Mal?

Recorri aos tópicos básicos: o que deu tempo de estudar? Quantas viagens deu tempo de fazer? Quantas pessoas entraram/saíram na minha vida? Quantos relacionamentos valeram a pena? Em umas áreas parece que fiz muito e valeu a pena. Em outras, parece ter havido mais fracasso que sucesso. Será? É fácil julgar, mas tal julgamento nunca é tão claro na hora em que estamos vivendo. 

Chegarei ao dia do meu aniversário com pensamentos e o coração cheios de dúvidas - bem menos do que em 2015, quando a vida parecia tão redondinha; bem mais do que em 2016, quando a vida parecia destroçada.

Apesar de tudo, acredito que as coisas acontecem sempre por uma boa razão. Mais cedo ou mais tarde acabamos nos dando conta disso.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Voltei

Faz 13 diz que voltei, mas, por tudo que já fiz, parece que foi bem mais.

Desde que voltei, já me encontrei três vezes com minhas amigas do antigo trabalho. Estávamos com saudades. Não do antigo trabalho, mas de nossas conversas animadas. Foi tão bom!

Também já consegui fazer um jantar para as colegas queridas do mestrado, coisa bem difícil de marcar nos últimos tempos, mas separamos uma data na agenda com bastante antecedência e deu certo.

No dia 1º comecei meu estágio supervisionado na biblioteca do Museu Nacional. Tão bom! Eu me sinto muito à vontade em uma biblioteca.

Eis que nesta semana surgiu outra oportunidade e comecei um estágio voluntário na Biblioteca Nacional. Imagina minha felicidade!

Agora estou com a manhã e a tarde ocupadas. Depois do trabalho tento adiantar os estudos das últimas duas matérias que estou cursando. Quero ver se já vou escrevendo o relatório também até o dia da prova em Caxias, que desta vez será no di 16 de setembro.

sábado, 22 de julho de 2017

Mudança

É certo que comprei algumas coisas nesses meses por aqui, mas não achei que seria tão complicado fazer tudo caber nas malas. Bom, está sendo. Vou ter que deixar até mesmo o que não havia planejado. Há várias coisas que trouxe pensando em usar muito, para depois deixá-las aqui. Desapegar-me de coisas não costuma ser uma coisa complicada, mas confesso que doi deixar um pijama querido, que tenho há 10 anos. Sim, está bem velhinho, mas é tão confortável...

Acumulei uns papéis, mas já sei que não poderei ter nem dó nem piedade. Vão ter que virar lixo reciclável. Depois também onde iria guardar isso tudo? Ter poucas coisas nos deixa mais móveis. Até hoje sempre morei na casa que é de outra pessoa - dos pais, alugada, da mãe, do Claudio. Nunca tive um lugar que fosse realmente meu, onde pudesse guardar coisas "para sempre". Então, no final das contas, quanto menos coisas eu tiver, melhor para todo mundo. Ademais, a digitalização está aí para isso... Além disso, quando formos embora deste mundo, quem se interessará por todo nosso acúmulo de coisas?

(Pequenas e grandes) alegrias

O dia amanheceu ensolarado em Stuttgart hoje.

No tempo preciso, completei meu cartão de fidelidade na padaria vizinha e pude tomar um último café com leite de graça. Sim, eu adoro cartões de fidelidade, que, por mim, poderiam se chamar cartões de felicidade. Foi isso que senti quando a mocinha me entregou o copo.

Café deve ter sido, disparado, o produto em que mais "investi" meu dinheiro aqui na Alemanha. Dos 162 dias por aqui, não é exagero dizer que em pelo menos uns 120 comprei café fora de casa, o que em cálculos bem superficiais significa pelos menos uns 250 euros. Foi meu pequeno luxo.

Porque sou uma menina comportada (quando poderei deixar de ser?), o zelador do alojamento estudantil permitiu que eu retirasse a caução antes mesmo de deixar o prédio. Ontem quando veio vistoriar o apê, falou algumas frases em italiano - meu nome costuma inspirar as pessoas a fazerem isso, apesar de meu Rafaela não ser muito italiano. Ele me contou que, sendo romeno, quando vai a Itália de férias, costuma entender muita coisa. Herr Kiss adora uma prosa.

Ter ido essas duas vezes a Itália foi bem significativo. Gostei de me sentir bem neste país, que agora também é meu. Melhorar o italiano é uma meta.

Hoje irei me despedir da Biblioteca Municipal de Stuttgart. De tudo, será do que sentirei mais falta. Foi muito bom ter essa sorte de vir morar bem aqui. Considero como um verdadeiro privilégio ter tido acesso a essa biblioteca. Quem dera, todos nós tivéssemos essa oportunidade.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Stay on these roads

Esta nunca foi a minha música preferida do a-ha. Hoje resolvi ouvi-la porque acabei de ler um livro (Unentschieden, da alemã Alexandra Maxeiner) e esta música faz parte da história.

Escolhi este livro meio por acaso no enorme acervo da Biblioteca Municipal de Stuttgart. A fita cassete da capa chamou minha atenção. Ao ler a sinopse, vi que parte da história se passava nos anos 80 e 90. Quem viveu os anos 80, sempre gosta de passear por lá de vez em quando.

Engraçado ler histórias que parecem as da minha infância e adolescência. De certa forma, nós, crianças dos anos 80, crescemos de forma bem semelhante, independentemente se no interior do Brasil ou no interior da Alemanha. Muitas coisas foram bem parecidas lá e cá, como pude atestar no livro de Maxeiner.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Das coisas que mais amo neste mundo

Hoje faz 20 anos do lançamento de Harry Potter e a Pedra Filosofal. Fiquei sabendo do livro em 1999, quando morava na Alemanha. Na Buchhandlung Hugendubel, em Frankfurt, havia um boneco de papel do Harry Potter no algo de uma das escadas. Lembro de ter feito pouco caso, mas alguns anos depois, seria envolvida pela magia dos livros da J. K. Rowling. No final de 2000 ou começo de 2001, quando já estava em Florianópolis. Márcia me emprestou os três primeiros livros. Depois tivemos que esperar um tempão pelo livro 4. Acho que a partir do quarto ou do quinto livro, comecei a comprar as edições em inglês, pois não aguentava esperar até a edição brasileira ser publicada.

Sim, Harry Potter está entre em as coisas que mais amo neste mundo.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Reta final

E, de repente, falta pouco mais de um mês para eu voltar ao Brasil. Não sei se quero. Sei que minha vida não será a mesma de antes, por vários motivos. Isso é bom, mas voltar ao Rio tem me feito ter medo. Depois desses meses todos aqui, vivendo em um lugar seguro, com pessoas (em geral) mais educadas, sinto-me frágil para encarar tanta violência e (de certa forma) gente mimada e que só pensa em si. Eu também sou egoísta, eu sei, nem precisa alguém me dizer, mas já cedi várias vezes nesta vida, já passei por ultrajes, que me sinto no direito de pensar só em mim, nem que seja apenas por alguns minutos. Acho que eu queria uma vida nova, com apenas boas perspectivas (mas quem não queria?).

Hoje foi dia de prova de alemão. Foi também a última aula. Eu falei várias vezes ao longo do semestre que esta era a última vez que eu estudaria alemão. Bom, como ainda estou longe de falar como gostaria, acho que a luta continuará. Talvez não mais com aulas em escolas, mas tentando aprender em livros, filmes ou conversando.

As aulas do curso de Biblioteconomia também estão chegando ao fim, mas até a semana que vem ainda haverá alguns dias com aula. Na segunda ainda tem apresentação de um trabalho. Para escrever ainda faltam dois individuais e dois em grupo. Por sorte, uma amiga alemã se ofereceu para ler meus textos. Assim fico mais tranquilo. Duro é que no dia da prova não terei essa ajudinha, mas ainda estou pensando se vou fazer a prova. Eu não preciso das notas dessas disciplinas para nada, pois não aproveitarei essas matérias no meu currículo da UCS. Por isso, vou decidir até a semana que vem se estou preparada ou não para me submeter a uma prova à toa.

Enquanto termino os últimos trabalhos, estou planejando minhas viagens para julho. A minha amiga Márcia vem me ver. Fiquei muito feliz. Aliás, as visitas das amigas foram surpresas agradáveis. Fiquei muito feliz com a visita da Gisele e do Andreas e depois da Dê com a família. Antes da Márcia, vem a Simone, amiga dos tempos de Frankfurt, para passar um domingo comigo. No fim de semana passado, me encontrei com o Stephan, colega de trabalho no Rio, que agora mora em Munique, e neste fim de semana vou viajar com uma amiga da minha amiga Marie. Tudo isso dá um quentinho no coração. E talvez ainda tenha uma visita a dois amigos na Itália. :) No final, é isso, a gente tem que valorizar quem gosta da gente.